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Política

Janja revela ter sido assediada duas vezes enquanto primeira-dama

Janja Lula da Silva | Foto: Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Janja Lula revelou, nesta terça-feira (3), durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, que já foi assediada duas vezes durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é do Metrópoles.

“Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada”, afirmou Janja.

Sem dar mais detalhes sobre os episódios, Janja questionou como as mulheres estão vulneráveis a episódios semelhantes. “Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados [fui assediada], imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”, disse.

O Metrópoles questionou a assessoria de imprensa da primeira-dama se Janja denunciou oficialmente os episódios de assédio. Em caso de resposta, a reportagem será atualizada.

Janja falou sobre os casos de assédio em uma edição especial do Sem Censura, que tratou sobre combate à violência doméstica e ao feminicídio no Brasil.

Comandado pela apresentadora Cissa Guimarães, o programa ainda contou com a participação da diretora-executiva da organização global No More Foundation, Daniela Grelin, e da diretora de conteúdo e programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino.

Na atração, Janja falou sobre o Pacto dos Três Poderes contra o Feminicídio, programa lançado pelo governo federal em fevereiro que contou com articulação da primeira-dama.

A iniciativa prevê atuação coordenada e permanente de membros dos Três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no país. O acordo reconhece que a violência contra mulheres no Brasil figura como uma crise estrutural que não precisa ser enfrentada por ações integradas.

Entre os objetivos do pacto, está acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar agressores, combatendo a impunidade.

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