Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) desembolsou ao menos R$ 450 mil em diárias para servidores destacados a prestar apoio de segurança e transporte a uma autoridade do Supremo Tribunal Federal em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Os pagamentos ocorreram entre 2022 e 2025 e constam no painel de transparência do tribunal, sem identificação do ministro beneficiado.
Ao todo, 25 servidores do Judiciário foram mobilizados em 16 ocasiões diferentes, somando quase 600 diárias custeadas com recursos públicos. O período mais intenso foi julho de 2025, quando os registros indicam 28 dias consecutivos de estadia. As informações detalham apenas a finalidade genérica de “apoio à autoridade do STF”, sem esclarecer o motivo das viagens ou a agenda oficial cumprida no município.
Ribeirão Claro abriga o Tayayá Resort, empreendimento que já pertenceu a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli. O local voltou ao noticiário após ser citado em investigações que envolvem o Banco Master, cujo caso é relatado por Toffoli no Supremo. Um fundo de investimento ligado a empresas mencionadas nesse inquérito aportou R$ 4,3 milhões para adquirir participação no resort, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Dados da Receita Federal mostram que o Tayayá Resort já teve como sócia a Maridt Participações S.A., empresa pertencente a irmãos de Toffoli. O investimento mais recente foi feito pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações, administrado pela Reag, gestora citada em apurações da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. Procurados, o gabinete do ministro, o TRT-2, o resort e as empresas envolvidas não se manifestaram até a publicação.
Com informações da CNN