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Política

Justiça mantém prisão de vereador do PT investigado por elo com PCC

Senival Moura. Foto: André Bueno / Rede Câmara

A Justiça de São Paulo manteve, em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 26, a prisão do vereador Senival Moura (PT), detido na véspera durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. A informação é do O Antagonista.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o parlamentar seria o controlador oculto da concessionária e exerceria o comando de uma estrutura paralela de gestão financeira da empresa. 

Após a prisão, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretou intervenção na Transunião.

Outros dois investigados também tiveram as prisões mantidas: Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão, apontado como diretor informal da concessionária, e Devanil de Souza Nascimento, o Sapo, descrito pela investigação como homem de confiança do vereador. 

As defesas negam as acusações e afirmam que não há elementos que justifiquem as detenções.

A investigação teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, em 2020. 

De acordo com o Ministério Público, há indícios de que o aumento do capital social da empresa, de R$ 100 mil para R$ 50 milhões entre 2015 e 2019, tenha sido financiado com recursos provenientes do crime organizado.

Operação Fim da Linha

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou, em 2024, a Operação Fim da Linha para desarticular duas organizações criminosas que lavavam recursos ilícitos do PCC por intermédio da UPBUS e da Transwolff.

Juntas, as duas empresas de ônibus eram responsáveis pelo transporte de cerca de quase 700 mil passageiros diariamente na maior cidade do país.

Elas receberam mais de 800 milhões de reais de remuneração da Prefeitura de São Paulo somente em 2023.

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