Após vir à tona que o Careca do INSS mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado por Lulinha, em Moema, bairro nobre de São Paulo, o filho do presidente Lula correu para negar qualquer envolvimento. Por meio de advogado, ele afirmou que desconhece completamente a entrega e ressaltou que não era o destinatário do material.
Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, em outubro de 2024 o lobista orientou um funcionário a entregar um “medicamento” no endereço do imóvel, indicando como destinatária Renata Moreira, esposa de Lulinha. O apartamento pertence formalmente a Jonas Suassuna, ex-sócio do filho de Lula e personagem antigo de investigações que cercaram o petista.
A negativa ocorre enquanto a PF apura se Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS, apontado como operador de um esquema milionário de fraudes na Previdência. A investigação identificou transferências de R$ 1,5 milhão para uma empresária amiga do casal, com referência a dinheiro destinado ao “filho do rapaz”, além de menções ao nome de Lulinha em dados apreendidos.
A defesa fala em “esforço pirotécnico” para envolver o filho do presidente e garante que não há negócios entre eles. A própria PF informou ao STF que, até agora, não encontrou prova direta contra Lulinha — mas o fato é que o nome da família Lula voltou ao centro de uma investigação pesada, justamente no escândalo que sangrou aposentados do INSS.