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Internacional

Mounjaro e Wegovy podem causar pancreatite, alerta Reino Unido

Reino Unido faz alerta sobre uso de canetas emagrecedoras | Foto: Reprodução/X

Autoridades de saúde do Reino Unido emitiram um alerta sobre o risco de pancreatite em razão do uso de medicamentos como Mounjaro e Wegovy. O aviso foi direcionado a médicos e pacientes depois do registro de casos graves da doença, alguns deles com desfecho fatal. A informação é da Revista Oeste.

Os dois medicamentos pertencem a uma classe usada no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, no controle do peso. Com a ampliação do uso, o sistema britânico de farmacovigilância passou a identificar eventos adversos mais severos, o que levou à atualização das orientações médicas.

Risco de pancreatite entra no radar

O alerta destaca que a pancreatite, embora considerada um efeito adverso raro, pode evoluir rapidamente para quadros graves. Em situações extremas, a inflamação do pâncreas tende a levar à falência de órgãos e à morte.

Dados reunidos ao longo de vários anos indicam centenas de notificações de pancreatite associadas a medicamentos dessa classe. Entre esses registros, há relatos de pancreatite necrosante, forma mais agressiva da doença, que destrói tecidos do órgão.

As autoridades reforçam que a relação direta ainda está em investigação. Mesmo assim, o volume de notificações levou à recomendação de maior cautela no acompanhamento dos pacientes. A agência reguladora orienta profissionais de saúde a monitorar sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos. Esses sinais podem indicar inflamação do pâncreas e exigem avaliação médica imediata.

Pacientes em uso de Mounjaro ou Wegovy devem ser informados sobre os riscos e instruídos a procurar atendimento ao primeiro sinal de agravamento. A interrupção do tratamento pode ser necessária caso haja suspeita clínica de pancreatite.

O que dizem os fabricantes

Os fabricantes afirmam que os medicamentos são seguros quando utilizados conforme indicação médica. Segundo as empresas, os benefícios superam os riscos para a maioria dos pacientes, desde que haja prescrição adequada e acompanhamento regular.

Apesar do alerta, o Reino Unido reforça que o risco absoluto permanece baixo. Ainda assim, a recomendação é de vigilância contínua, especialmente diante do crescimento acelerado do uso desses medicamentos para emagrecimento.

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