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Política

Nikolas reclama de decisões de Moraes: "Estão matando o cara em vida"

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para ironizar as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acusar o Judiciário de favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral. Com informações do Metrópoles.

Após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ler uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma transmissão nas redes sociais, o ministro proibiu que os dois se encontrassem pelo prazo de 90 dias. A alegação do ministro é que o político, que foi condenado a mais de 27 anos e está em prisão domiciliar, descumpriu a determinação de não utilizar as redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros.

Nikolas reclamou que a decisão não permite que os dois se encontrem por boa parte do primeiro turno das eleições.

“Bolsonaro está preso e não pode sair de casa, não pode ter rede sociais, não pode falar por terceiros por redes sociais, não pode fazer nada. Literalmente estão matando o cara em vida. Agora não pode receber visita nem do próprio filho”, queixou-se o deputado minero.

O parlamentar então comparou com o período em que Lula esteve preso durante a eleição de 2018, quando diversas lideranças políticas o visitaram em Curitiba e na qual uma carta sua chegou a ser lida por um porta-voz.

Ao final, Nikolas acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ter favorecido o petista durante o segundo turno da disputa de 2022, quando, após uma série de pedidos de direito de resposta, Lula teve direito a 395 inserções, contra 55 de Bolsonaro.

À época, os dois políticos queixaram-se das campanhas dos adversários. As vitórias do petistas ocorreram em propagandas que acusavam ele de receber votos de pessoas presas, sendo que apenas presos provisórios poderiam votar, e que o chamavam de “corrupto” e “ladrão”.

Já Bolsonaro ganhou o direito do resposta em peças que o associavam a práticas de canibalismo, após um vídeo de uma entrevista em que ele dizia que comeria um indígena, por ser uma prática comum numa reserva indígena. O político afirmou que o vídeo era de mais de 30 anos, que a prática fazia parte de um ritual e que ele não participou da cerimônia.

 

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