Oferecimento:

Logo 96FM

som+conteúdo

PORTAL_96_1366x244px.gif

Economia

O delivery corre o risco de ficar mais caro no Brasil?

Condições de trabalho precárias de entregadores por aplicativo são discutidas no Congresso Nacional (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A discussão sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos no Congresso Nacional, que visa melhorar as condições de trabalho dos entregadores, pode encarecer as entregas de delivery no Brasil. A informação é da Veja.

Um dos pontos em debate envolve a criação de um valor mínimo destinado aos entregadores — proposta que, nas discussões atuais, pode chegar a R$ 10 reais por entrega, com adicional de R$ 2,50 reais por quilômetro percorrido. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar a regulamentação até o início de abril. Plataformas de delivery dizem que mudanças desse tipo resultariam em um aumento do preço final dos pedidos, e encomendam pesquisas para apoiar sua argumentação.

Segundo o iFood, um eventual aumento do preço final ao consumidor poderia reduzir a demanda e aumentar a desistência de pedidos, principalmente entre consumidores da classe C, que já demonstram maior resistência a taxas mais altas. Uma pesquisa divulgada nesta semana pela empresa indica que o preço é hoje o principal fator na decisão de compra nos aplicativos.

Entre os consumidores ouvidos em fevereiro, 67% afirmaram que reduziriam seus pedidos caso os valores subissem, enquanto outros 15% deixariam de usar as plataformas. Apenas 16,4% manteriam a mesma frequência de pedidos diante de um aumento. O valor final do pedido e o custo das taxas aparecem como os fatores mais sensíveis: a faixa de preço considerada mais aceitável para a taxa de entrega varia entre R$ 4,99 reais e R$ 8,49 reais, enquanto apenas 5% dos entrevistados aceitariam pagar mais de 12 reais por entrega.

De acordo com o levantamento, 56,4% dos clientes que já desistiram de concluir pedidos apontaram o preço final como principal motivo, sendo a taxa de entrega uma das principais barreiras. A pesquisa ouviu 1.533 consumidores em todas as regiões do país e mostrou ainda que 35,2% gostariam de pedir comida por aplicativos com maior frequência; entre eles, 64,2% afirmam que motivos financeiros impedem o uso mais frequente. Nesse grupo, promoções, descontos, frete grátis e preços menores nos estabelecimentos aparecem como fatores capazes de estimular o consumo.

O estudo também identificou diferenças entre eleitores de diferentes espectros políticos. Entre consumidores que se identificam com a esquerda, a maioria aceita pagar taxas entre R$ 4,99 reais e R$ 8,49 reais, mas apenas 3,5% dizem aceitar valores acima de 12 reais. Entre eleitores de direita, destaca-se a parcela que não paga taxa de entrega (19,8%); nas demais faixas de preço, os índices são semelhantes aos observados entre os consumidores de esquerda, enquanto 5,6% afirmam pagar mais de R$ 12 reais.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado