Os Correios negociam com o governo federal a inclusão de um aporte de pelo menos R$ 6 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. A proposta precisa ser encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto e faz parte do plano de reestruturação financeira da estatal.
A informação é da CNN. O valor está previsto no contrato firmado no fim de 2025 entre os Correios e um consórcio de bancos, que concedeu um empréstimo de R$ 12 bilhões à empresa. Pelo acordo, a União deve realizar o aporte entre 2026 e 2027. Caso isso não ocorra, o governo federal poderá ser obrigado a quitar de uma só vez o saldo do financiamento.
A previsão dessa despesa no Orçamento pode aumentar a pressão sobre as contas públicas do próximo governo. Para cumprir a meta fiscal, a equipe econômica poderá precisar recorrer a bloqueios ou contingenciamentos de recursos destinados a outras áreas ao longo do exercício.
Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os Correios a contratar um novo empréstimo de até R$ 8 bilhões. Apesar da autorização, a estatal informou que não pretende utilizar todo o limite disponível.
Os números mais recentes mostram o agravamento da situação financeira da empresa. No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões, resultado significativamente superior às perdas de R$ 1,725 bilhão contabilizadas no mesmo período do ano passado.