A Polícia Federal concluiu as principais linhas de investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado em uma cela da Superintendência da PF em Belo Horizonte, diz O Globo.
Segundo os investigadores, uma das hipóteses analisadas foi a de possível instigação ao suicídio a partir de contatos com policiais da custódia e de ligações telefônicas feitas por ele enquanto estava preso. No entanto, essa linha não se confirmou, de acordo com o jornal carioca.
A PF afirma que não houve interferência externa no ato em que Mourão se enforcou com uma camisa dentro da unidade. O episódio foi registrado por câmeras de segurança.
Ele chegou a ser socorrido após o ocorrido, mas teve morte cerebral confirmada pela corporação.
Na ocasião, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a sequência de eventos estava registrada em vídeo. Segundo ele, “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.
A corporação também comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.
Aliado de Vorcaro
Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, havia sido preso em 4 de março durante a Operação Compliance Zero. Segundo a PF, ele atuava como operador do banqueiro Daniel Vorcaro em uma milícia privada.
Apelidado de “Sicário”, Mourão era apontado como integrante de um grupo chamado “A Turma”, responsável por atividades de monitoramento e obtenção de informações de alvos ligados ao esquema investigado.
Vorcaro pagava 1 milhão de reais por mês para o grupo, segundo a investigação.
De acordo com a investigação, ele trocava mensagens com Vorcaro sobre ações de intimidação contra desafetos, incluindo menções a ameaças ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A PF também afirma que Mourão tinha acesso a bases de dados restritas e seria responsável por executar ações operacionais dentro do grupo investigado.
O ANTAGONISTA