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Política

PF diz que Careca do INSS corrompeu policiais para forjar furto de carro de luxo

careca inss |  VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

A Polícia Federal (PF) relatou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, teria corrompido duas policiais civis de São Paulo para forjar o furto de um Audi RS6, avaliado em R$ 377 mil.

Em decisão sigilosa obtida pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Farra do INSS, afirmou, ao citar representação da PF, que existem fortes indícios de que o Careca do INSS “teria corrompido duas policiais civis do Estado de São Paulo, [sendo] uma investigadora e uma escrivã, para que forjassem a prática de um suposto crime de furto do veículo Audi”.

Procurada, a defesa do lobista afirmou que confia na Justiça. A advogada Danyelle Galvão afirmou que o cliente ainda não foi ouvido no caso e que ele teria sido extorquido por um ex-funcionário, que é acusado pelo Careca do INSS de subtrair bens, incluindo um outro carro de luxo, que pertenciam ao lobista.

A decisão de André Mendonça não cita os nomes das policiais civis. A coluna apurou, contudo, que se tratam da investigadora Karla Rodrigues e da escrivã Anna Lygia Paredes Gatti.

As duas foram afastadas das funções em 19 de dezembro de 2025. Elas também foram alvos de mandados de busca e apreensão por determinação da justiça de São Paulo e respondem tanto na esfera criminal quanto na disciplinar.

“Segundo relato da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, no veículo de uma das duas policiais foram localizados dois cadernos, sendo que, em um deles, havia até mesmo anotações sobre apólices de seguro de veículos de propriedade de Antonio Camilo”, complementou André Mendonça.

Apesar de afastadas, as duas policiais civis seguem recebendo normalmente suas remunerações. Karla Rodrigues é investigadora de polícia de 2ª classe e tem salário de R$ 8.226,32. Já Anna Lygia Paredes Gatti é escrivã de polícia de 3ª classe e ganha R$ 6.959,33. Procuradas pela coluna, não se manifestaram.

O Metrópoles tentou contato com Karla Rodrigues e Anna Lygia. O espaço segue aberto.

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