O CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, negou nesta quinta-feira (19), na CPMI do INSS, que a instituição tenha praticado venda casada ou irregularidades na oferta de serviços vinculados ao crédito consignado. Parlamentares citaram a posição da CGU e decisão do INSS que suspendeu o ACT do banco e determinou a devolução de cerca de R$ 300 milhões, apontando indícios de cobranças indevidas.
Azevedo detalhou que, entre setembro de 2022 e junho de 2024, o banco ofereceu seguro de vida, com adesão de cerca de 3% dos clientes. Em seguida, passou a ofertar um pacote de benefícios com itens como assistência funeral, consultas médicas e descontos, contratado por cerca de 20% dos clientes, segundo ele.
O executivo afirmou que os produtos eram opcionais e pagos à vista, sem desconto direto nos benefícios previdenciários. Ele disse ainda que o pacote foi suspenso em novembro de 2025 após manifestação contrária do INSS e repetiu que “nunca houve venda casada”.
Na avaliação de parlamentares, a medida do INSS e as informações da CGU indicariam prática proibida por lei. O relator, Alfredo Gaspar (União-AL), questionou se o banco irá ressarcir aposentados e pensionistas, e o CEO respondeu que não vê correção em devolver integralmente valores que o banco considera legalmente contratados.
Fonte: Agência Senado