A proposta de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos das empresas com empregados formais, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria. O impacto pode representar aumento de até 7% na folha de pagamento total.
O estudo considera dois cenários para manter o volume atual de horas trabalhadas: pagamento de horas extras ou contratação de novos funcionários. Em ambos os casos, a entidade projeta aumento relevante nas despesas. No setor industrial, o impacto proporcional pode chegar a 11,1% da folha salarial.
Entre os segmentos mais afetados estão a indústria da transformação e a construção civil. A estimativa aponta alta de até 11,6% nos custos na indústria de transformação e de até 13,2% na construção. Comércio e agropecuária também aparecem com variações expressivas, podendo superar 12% em determinados cenários.
A CNI afirma que a redução da jornada elevaria em cerca de 10% o valor da hora trabalhada para contratos acima de 40 horas semanais. Caso as horas não sejam repostas, a entidade vê risco de queda na produção, no emprego e na renda, com possível impacto no PIB.
Micro e pequenas empresas tendem a sentir mais o efeito da mudança, segundo o levantamento. Companhias com até nove empregados podem ter aumento de até 13% nos gastos com pessoal no cenário de horas extras. Para a indústria, a discussão sobre jornada e escala 6x1 deve considerar diferenças regionais e setoriais antes de qualquer alteração na legislação.