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Brasil

Roberta Luchsinger tentou captar R$ 336 mil via Lei Rouanet em 2015

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A empresária Roberta Luchsinger, alvo de investigações da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção em esquema voltado à obtenção de contratos privados no governo federal, tentou viabilizar um projeto cultural via Lei Rouanet em 2015. Na época, após perder 35 quilos sem cirurgia ou remédios, ela deu aulas particulares de gastronomia e planejou o lançamento do livro Gastronomia em Verso e Prosa, que uniria poesia, receitas e fotografia. O projeto foi aprovado pela gestão de Dilma Rousseff no valor de 336.085 reais, mas a captação de recursos fracassou por falta de patrocinadores dentro do prazo, resultando no arquivamento do processo.

Anos mais tarde, o foco de Luchsinger voltou-se para a articulação de interesses corporativos. Investigações da Polícia Federal apontam a existência de um núcleo permanente de atuação coordenada formado por Roberta, por Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha) e por Fernando Bittar, com o objetivo de intermediar negócios junto à administração pública. Em conversas de 2024, a lobista gabava-se de manter parcerias com o filho do presidente e afirmava ter recusado um cargo no governo oferecido por Luiz Inácio Lula da Silva. Em sabatina recente, o presidente negou o convite e rotulou Roberta de “pilantra”.

Os relatórios da PF detalham que o grupo buscava acesso ao Ministério da Saúde para liberar a produção de medicamentos à base de canabidiol. Com a intermediação de Lulinha, Roberta reuniu-se com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta, conhecido como Berge. Após o encontro, a lobista enviou minutas de documentos ao assessor especial do presidente, conhecido como Marcola.

Entre fevereiro e novembro de 2024, Roberta pagou 217.098 reais em faturas de cartão de crédito, boletos de automóvel, seguros e joias destinadas à esposa de Marcola. O assessor, que possuía trânsito livre no gabinete presidencial e respondia a ligações de Lula, foi exonerado em julho de 2024. Tanto Marcola quanto a defesa da lobista alegam que os repasses se referem a um empréstimo pessoal quitado posteriormente. Marcola não consta como investigado no inquérito.

Com informações do Metrópoles

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