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Política

Seria bom “o Fábio se mexer”, disse amiga de Lulinha

 Lulinha e Roberta Luchsinger | Arte/Metrópoles sobre fotos de reprodução/Instagram

Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que a lobista Roberta Luchsinger acionou o amigo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em janeiro de 2025, para que ele interviesse em negócios de interesse de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, com o Ministério da Saúde.  A informação é do O Antagonista.

Segundo a Folha de S.Paulo, Roberta se queixou a Gustavo Gaspar, empresário e ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), de que o Careca do INSS a estava pressionando.

Ela também disse que seria bom “o Fábio se mexer”.

Para a PF, o diálogo indica que “as demandas solicitadas por Antônio dependem da intervenção de Fábio”.

“Temos que ir firme pra cima”

Em uma troca de mensagens com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, Roberta Luchsinger disse que era preciso pressionar o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, o Berger, a viabilizar a compra dos kits de combate à dengue.

O Antagonista reproduz abaixo a troca de mensagens realizada em 14 de janeiro de 2025.

[Roberta Luchsinger]: Antonio esteve com Berger. Agora eh com a gente. Temos q ir firme pra cima. 

[Marcola]: Isso.

[Roberta Luchsinger]: O timing eh agora. 

[Roberta Luchsinger]: No podemos dar mole. 

[Roberta Luchsinger]: Não podemos deixar passar. O Berger tá dando muito mole.

Investidas na Saúde

O Ministério da Saúde foi alvo de pelo menos três tentativas do grupo formado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de tentar fechar contratos com a pasta do governo federal, registrou a Folha de S.Paulo com base em investigações da Polícia Federal.

Além da venda de 626 milhões de reais em medicamentos à base de canabidiol, o grupo buscava realizar a entrega de testes rápidos para o diagnóstico de dengue e outras arboviroses.

O contrato de cerca de 1 bilhão de reais previa o fornecimento dos testes por meio de uma importadora com sede em Santana de Parnaíba (SP).

Camilo Antunes, Roberta Luchsinger e Lulinha também teriam negociado parcerias produtivas com a Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás S.A.), laboratório público ligado ao Governo de Goiás.

A natureza das parcerias não consta nos documentos obtidos pelo jornal.

O laboratório também não quis se manifestar.

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