A liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos pegou autoridades brasileiras de surpresa e abriu um novo impasse diplomático. O governo agora busca esclarecimentos oficiais sobre os motivos que levaram à decisão das autoridades americanas.
Ramagem havia sido detido na última segunda-feira (13), em Orlando, por questões migratórias, mas foi solto dois dias depois. Após a liberação, o nome do ex-parlamentar deixou de constar nos sistemas do serviço de imigração dos EUA, aumentando ainda mais as dúvidas sobre o caso.
A Polícia Federal informou que não foi comunicada previamente e aguarda respostas formais. A expectativa era de que ele permanecesse sob custódia enquanto avançavam as tratativas para deportação ao Brasil.
Condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe de 2022, Ramagem é considerado foragido da Justiça. Segundo as investigações, ele teria usado a estrutura da Abin em ações ligadas à permanência de Jair Bolsonaro no poder.
Antes da soltura, autoridades brasileiras preparavam um dossiê com informações sobre a situação judicial do ex-deputado e sua entrada irregular nos EUA. A estratégia inclui contestar eventual pedido de asilo político e reforçar a cooperação internacional para viabilizar o retorno dele ao país.