Em setembro de 2023, houve redução do valor do conjunto dos alimentos básicos em 14 das 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As quedas mais importantes ocorreram em Brasília (-4,03%), Porto Alegre (-2,48%) e Campo Grande (-2,32%). As elevações foram observadas em Vitória (3,18%), Natal (3,06%) e Florianópolis (0,50%).
Natal
Em setembro de 2023, o custo da cesta básica da cidade de Natal foi o quinto menor entre as 17 cidades (R$ 598,99), com uma variação positiva de 3,06% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2022, a cesta aumentou 3,00% e, nos primeiros nove meses do ano, o aumento foi de 2,50%.
Entre agosto e setembro de 2023, sete bens apresentaram elevação no preço médio: tomate (9,12%), banana (7,28%), carne bovina de primeira (3,30%), óleo de soja (2,99%), pão francês (2,45%), arroz agulhinha (1,30%) e açúcar refinado (0,67%). A variação foi negativa no preço médio do leite integral UHT (-0,96%), da farinha de mandioca (-0,92%), do feijão carioca (-0,59%), do café em pó (-0,31%) e da manteiga (-0,08%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos doze produtos da cesta: tomate (52,48%), farinha de mandioca (30,42%), arroz agulhinha (15,43%), manteiga (10,69%), banana (8,82%) e pão francês (7,65%). Outros seis produtos tiveram redução no preço médio: óleo de soja (-23,97%), leite integral UHT (-21,69%), feijão carioca (-10,66%), carne bovina de primeira (-8,94%), café em pó (-5,36%) e açúcar refinado (-4,42%).
Em setembro de 2023, o trabalhador de Natal, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.320,00, precisou trabalhar 99 horas e 50 minutos para adquirir a cesta básica. Em agosto, necessitou de 96 horas e 52 minutos. Em setembro de 2022, quando o salário mínimo era de R$ 1.212,00, foram necessárias 105 horas e 34 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em setembro de 2023, 49,06% para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em agosto, o percentual gasto foi de 47,60%. Já em setembro de 2022, o trabalhador comprometia 51,87% da renda líquida.