O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG). O ex-presidente da Câmara é investigado por supostamente indicar emendas parlamentares de forma irregular mesmo sem mandato. Ele negou as irregularidades.
A notícia é do Metrópoles. Alvo de investigação por supostamente indicar emendas parlamentares sem mandato, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) negou neste domingo (12/7) ter cometido irregularidades e afirmou que contestará a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que bloqueou R$ 6,1 milhões em seus bens.
Em nota divulgada por seus advogados, Cunha afirmou que as 29 emendas citadas na investigação da Polícia Federal foram “oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”.
A defesa também disse que o ex-deputado “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”.
Segundo as investigações, Cunha teria sido responsável por indicar ao menos 29 emendas parlamentares, cuja execução foi suspensa por Flávio Dino. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também é investigado por supostamente indicar emendas de forma irregular. No caso dele, o ministro determinou o bloqueio de mais de R$ 119 milhões em bens.
De acordo com a Polícia Federal, Cunha e Valdemar teriam utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato. A investigação aponta ainda que Mariângela Fialek, assessora da Presidência da Câmara dos Deputados, conhecida como Tuca, seria responsável por operacionalizar o direcionamento dos recursos. Ela também é citada na apuração que envolve o presidente do PL.