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Política

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar após laudo de peritos da Polícia Federal

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Após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) um laudo sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a defesa pediu novamente o direito à prisão domiciliar para o político.

A noticia é de Gabriela Coelho, do R7. Bolsonaro está preso no 19º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A defesa dele argumenta que o laudo elaborado pelos peritos oficiais apontou ser “inegável a presença de comorbidades crônicas que ensejam controle e acompanhamento” do preso.

“O quadro de multimorbidade grave, composto por doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes, alterações funcionais e a interação dos medicamentos necessários foi corroborado por todos os laudos apresentados. Assim como a potencialização de riscos clínicos de elevada gravidade”, destacaram os advogados do ex-presidente.

O documento da PF mencionado pela defesa analisou diagnósticos, riscos clínicos e as condições necessárias para que Bolsonaro cumpra a pena à qual foi condenado em ambiente prisional.

Os peritos apontaram estabilidade clínica e que as doenças crônicas do ex-presidente estão sob controle, com uso de remédios e acompanhamento médico. Assim, a Polícia Federal concluiu que o quadro atual do preso não exige internação hospitalar nem transferência para hospital penitenciário.

A perícia confirmou a existência de:

-Obesidade clínica;

-Aterosclerose, com placas nas artérias carótidas;

-Histórico de lesões de pele tratadas cirurgicamente;

-Hipertensão arterial, controlada com remédios, com registros de tontura ao se levantar;

-Apneia obstrutiva do sono em grau grave, com uso de aparelho CPAP (equipamento para manter vias aéreas abertas durante o descanso);

-Doença do refluxo gastroesofágico, com inflamação no esôfago;

-Sequelas de múltiplas cirurgias abdominais, com risco de dor e obstrução intestinal.

A liderança da Minoria na Câmara dos Deputados pediu ao ministro do STF Alexandre Moraes “especial atenção institucional, com acompanhamento próximo e contínuo, à situação clínica e às condições de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro”.

O laudo da Polícia Federal confirma a existência de risco de morte para Bolsonaro, mas ressalta que essa possibilidade está condicionada à ausência de tratamento e monitoramento adequados.

Os peritos da PF responderam afirmativamente a perguntas formuladas pela defesa que abordavam o risco de morte em cenários de falta de assistência. Para os advogados do ex-presidente, os trabalhos técnicos convergem para comprovar que Bolsonaro se encontra sob risco clínico.

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