Com recorde de filiados, Novo vê eleições municipais como passo para ser sigla de porte médio em 2026

02 de Abril 2024 - 16h29

As eleições municipais de 2024 são tratadas como um passo fundamental dentro do Novo para, na disputa de 2026, atingir resultados de partido de porte médio – em outras palavras, superar a cláusula de desempenho e recuperar instrumentos de atuação perdidos dois anos atrás, para buscar mais protagonismo na atuação como partido de direita e oposição à esquerda.

Em março, a sigla atingiu a marca de 50 mil filiados – um mês antes, a título de comparação, havia superado a Rede nesse quesito, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Somos hoje o partido com maior saldo de filiações do país. Havíamos programado disputar eleições em cerca de 300 municípios, mas a ideia é chegar próximo das 500 cidades”, disse o dirigente à CNN.

Em 2020, o Novo havia conquistado uma prefeitura, Joinville, maior cidade de Santa Catarina em número de eleitores. De lá para cá, filiou mais três prefeitos, dos quais dois são em Minas Gerais (Divinópolis e Patos de Minas), estado que é governado pela sigla desde 2018, com Romeu Zema.

A mudança mais significativa é a decisão de usar os rendimentos de cerca de R$ 100 milhões recebidos do Fundo Partidário – até então, candidatos do Novo dependiam apenas de doações privadas. São cerca de R$ 1 milhão por mês, que se somam a outros R$ 1,5 milhão recebido dos filiados.

Com isso, o Novo almeja não só aumentar a capilaridade nacional e o número de prefeitos e vereadores em 2024, mas preparar a legenda para ampliar a bancada de deputados federais em 2026 e, com isso, superar a cláusula de desempenho.

Atualmente, o Novo é o principal partido de direita no Congresso Nacional, em que pese o histórico de votações contrárias ao governo do PT em 2023.

CNN

 

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