Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a atuar a partir dessa semana junto ao ministro Alexandre de Moraes para que ele libere a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é do O Globo.
O ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, tem atuado junto a Moraes para que Jair Bolsonaro cumpra o restante da sua condenação de 27 anos e 3 meses por ter supostamente coordenado uma tentativa de golpe. E não apenas Gilmar. Outros ministros como André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux também vem se manifestando internamente a favor da domiciliar do ex-presidente.
Esse movimento, conforme apurou este portal, tem dois objetivos: evitar que o STF seja responsabilizado por qualquer agravamento do estado de saúde de Jair Bolsonaro. Há o temor na Corte que o ex-presidente tenha o mesmo destino de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu em 20 de novembro de 2023, após um infarto fulminante durante o banho de sol justamente no Complexo Penitenciário da Papuda.
O segundo movimento: tirar a pressão sobre o STF em relação ao escândalo do Banco Master. Alguns ministros reconhecem que boa parte das críticas a Dias Toffoli vem justamente de aliados de Bolsonaro. Assim, segundo essa perspectiva, se Bolsonaro for solto, as críticas sobre Toffoli também tendem a diminuir.
Em nota oficial, Toffoli admitiu nesta quinta-feira que poderia deixar o caso relacionado ao Banco Master, mas isso depende do transcorrer das investigações.
“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, disse o magistrado por meio da nota oficial.
Há aproximadamente duas semanas, Michelle Bolsonaro conversou com o ministro Alexandre de Moraes em um encontro intermediado por Gilmar Mendes. Depois disso, Moraes determinou a remoção do ex-presidente para a sala de Estado Maior da Penitenciária da Papuda. Como registrou este portal, essa remoção foi interpretada por aliados de Bolsonaro como uma espécie de teste para a prisão domiciliar.
Depois disso, Michelle tem evitado criticar abertamente o Supremo Tribunal Federal ou a condenação do ex-presidente da República.
*Com informações do O Antagonista