Os bancos privados que participam da operação para salvar o Banco de Brasília (BRB) querem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil deem contragarantia ao negócio.
O Metrópoles apurou que há resistência, o que tem gerado impasse para a liberação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A solução prevista em acordo homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux é que o FGC dê o crédito ao GDF para aporte no BRB, que enfrenta a pior crise da história após comprar carteiras de crédito podres do Banco Master.
Os bancos dariam garantia (fiança) e o GDF apresentará, como contragarantias, as verbas às quais tem direito nos fundos de participação dos estados e dos municípios. Atendendo a um pedido das instituições financeiras para que esse item conste na legislação local, o GDF sancionou lei sobre o tema, nessa quarta-feira (24/6).
Ocorre que os bancos privados (Itaú, Santander, Bradesco, BTG Pactual e XP) pressionam a Caixa e o BB para que as instituições públicas também deem contragarantias no negócio.
Porém, segundo fontes ouvidas pela reportagem, o entendimento das instituições financeiras públicas é de que esse é um problema tanto do BRB, que comprou carteiras podres, quanto dos bancos privados que venderam os CDBs do Banco Master.
O acordo homologado no STF não prevê qualquer aval da União ou outra participação em relação a valores na operação para salvar o BRB.
Veja o que prevê a Cláusula 1ª sobre o objeto do acordo:
“Termo de solução consensual definitiva à resolução com mérito da controvérsia objeto da ACO nº 3755 para viabilizar operação de crédito do Distrito Federal (DF), nos seguintes termos: para o fim exclusivo de aporte de capital por parte do DF (controlador do Banco de Brasília – BRB), empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mediante a garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos, bem como de contragarantia oferecida pelas verbas do Distrito Federal correspondentes ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem que haja aval da União, nos termos deste acordo.”