O pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, negou nesta terça-feira (5) a existência de um caos financeiro no estado e garantiu que não haverá atraso no pagamento dos servidores públicos nos meses finais da gestão Fátima Bezerra. Assista:
Em entrevista ao programa Contraponto, apresentado pelo jornalista Diógenes Dantas na 96 FM, Cadu respondeu diretamente às declarações do vice-governador Walter Alves, que, ao migrar para a oposição, alegou não assumir o governo por conta de uma suposta crise nas contas estaduais. "O estado nunca atrasou folha, nunca. Não vai ser agora, nos últimos 7 meses, que a governadora vai atrasar", afirmou, acrescentando que a folha de abril foi paga no dia 30 e que "quem plantou esse caos tinha interesse político-eleitoral".
Na entrevista, o ex-secretário da Fazenda apresentou um balanço da gestão estadual para justificar sua pré-candidatura. Citou que abril de 2026 foi o mês mais seguro em segurança pública nos últimos 16 anos, que mais de 60% das rodovias estaduais já foram recuperadas e que o Rio Grande do Norte tem hoje mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários de programas sociais. Cadu destacou ainda o programa PROED como peça-chave na retomada da competitividade econômica do estado e disse que o desafio agora é adaptar os incentivos fiscais à reforma tributária.
Questionado sobre os impactos da crise no Oriente Médio nos preços dos combustíveis, Cadu elogiou a postura do governo federal, que criou um mecanismo voluntário de adesão para reduzir em até R$ 1,20 o preço de importação do diesel. Segundo ele, a abordagem do presidente Lula contrasta com a de 2022, quando o então presidente Bolsonaro obrigou os estados a reduzirem o ICMS, gerando perdas significativas nas finanças estaduais.
Sobre o rótulo de "Mister Impostos" utilizado por adversários, Cadu devolveu as críticas ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato da oposição ao governo. Segundo ele, Allyson não aumentou a alíquota do IPTU, mas elevou o valor venal dos imóveis, o que na prática resultou em aumento da carga tributária para a população mossoroense. "Isso é querer iludir as pessoas, enganar as pessoas. Isso a gente não faz", disparou.