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Ciro Marques


[VIDEO] Senador denuncia "armação" do PT em cobrança pela CPI do Banco Master; Entenda

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) durante discurs na tribuna | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou como manobra política a recente mudança de posição do PT em relação à CPI do Banco Master. Em pronunciamento no plenário do Senado nesta terça-feira (5), o parlamentar disse ver com desconfiança as declarações do presidente nacional do partido, Edinho Silva, que admitiu que o PT "cometeu um erro" ao não assinar o requerimento de instalação da comissão, e da deputada Gleisi Hoffmann, que cobrou diretamente de Davi Alcolumbre a abertura imediata da CPI durante a sessão do Congresso na última semana.

Para Girão, a mudança "da água para o vinho" não é gratuita e ocorre em um momento de profunda crise política do governo Lula, marcada pela rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao STF e pela derrubada do veto presidencial à lei da dosimetria de penas em menos de 24 horas. 

Segundo o senador, há duas leituras possíveis: a positiva, de que o PT finalmente cedeu à pressão da sociedade, e a negativa — que ele considera "a mais provável" — de que o partido busca assumir o controle da comissão para blindar aliados. 

"Podem estar sinalizando para mais uma vez atuarem para conseguir o controle da CPI ou CPMI, como fizeram na CPMI do INSS, onde dificultaram ao máximo a instalação, a prorrogação e priorizaram a blindagem do filho e do irmão de Lula", afirmou Girão, lembrando que, fora do controle governista, a CPMI do INSS resultou em 18 prisões.

O senador cearense destacou que uma investigação séria sobre o Banco Master — que ele chama de "maior fraude do sistema financeiro do Brasil" — inevitavelmente precisaria apurar o envolvimento de autoridades dos três poderes com o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo ministros do STF, citando contratos milionários, uso de jatinhos e resorts. 

 

Girão também trouxe à tona denúncias envolvendo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e relembrou o episódio dos respiradores do Consórcio Nordeste durante a pandemia, caso que, segundo ele, segue paralisado no STF. "Isso pode deixar a Lava-Jato no chinelo, porque tem muito mais para se investigar", declarou.

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