O câncer no pâncreas, doença que levou à morte da atriz potiguar Titina Medeiros, é considerado um dos tipos mais agressivos justamente por evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. Titina tratava a doença há pelo menos seis meses, período em que enfrentou o diagnóstico com discrição. A informação é do Blog Gustavo Negreiros.
A enfermidade costuma ser descoberta tardiamente, o que reduz as chances de tratamentos curativos e aumenta a gravidade do quadro.
Na maioria dos casos, os sintomas surgem apenas quando o tumor já está avançado. Entre os sinais mais frequentes estão dor abdominal persistente, que pode irradiar para as costas, perda de peso sem causa aparente, falta de apetite, náuseas, cansaço intenso, urina escura, fezes claras e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos.
Em alguns pacientes, o aparecimento repentino de diabetes ou o descontrole glicêmico também pode estar associado à doença.
Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, diabetes, pancreatite crônica, consumo excessivo de álcool e histórico familiar de câncer de pâncreas.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, muitas vezes combinadas para tentar controlar a progressão do câncer e aliviar sintomas.
Especialistas alertam que, diante de sintomas persistentes ou incomuns, é fundamental procurar atendimento médico o quanto antes, realizar exames e manter acompanhamento regular, especialmente pessoas que fazem parte de grupos de risco.