A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho. O índice representa o menor valor para o trimestre desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A noticia é de GIOVANA CARDOSO. A pesquisa mostra que 5,9 milhões de brasileiros estavam sem emprego até o mês passado. Na comparação com o trimestre anterior, a taxa teve queda de 10,9%, o que equivale a 718 mil pessoas.
Segundo o IBGE, o desemprego se refere às pessoas com idade para trabalhar (acima de 14 anos) que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta não possuir um emprego.
A população ocupada também é a maior na série histórica, com 103,1 milhões de pessoas no intervalo considerado — repetindo o índice registrado no mesmo período de 2025.
Em relação aos trabalhadores do setor privado com carteira assinada, o período registrou estabilidade comparado ao trimestre anterior, com 39,4 milhões de empregados. Frente ao trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.
Ainda sobre os empregados do setor privado, mas sem carteira privada, o Brasil teve um crescimento de 2,2% em relação ao trimestre anterior, totalizando um acréscimo de 288 mil pessoas.
Ainda em junho de 2026, o rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou 2,8% e chegou a R$ 3.738, em média. Na série histórica da pesquisa, esse é o maior valor já registrado para o mês.
Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 380,3 bilhões no trimestre encerrado em junho de 2026. Comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.