Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_SALeLUZ 2026_1366x244px.png

Brasil

Mulher morre após colonoscopia de rotina e família denuncia complicações em hospital

portal.jpg

Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, morreu após passar por uma colonoscopia de rotina no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. O exame foi realizado na terça-feira (28/7), mas a paciente sofreu uma perfuração no intestino, precisou passar por uma cirurgia de emergência e morreu na quarta-feira (29/7).

Segundo a Guia de Encaminhamento de Cadáver emitida pelo hospital, Mariana sofreu uma laceração na parede mucosa do intestino e foi submetida a uma laparotomia de urgência com colectomia segmentar, procedimento para retirada de parte do intestino grosso. A cirurgia durou seis horas.

Na UTI, a mulher apresentou dores intensas, queda grave da pressão arterial e sangramento. Ela não resistiu e morreu na unidade. O corpo seria liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde desta quinta-feira (30/7).

Após a morte, a família procurou o 62º Distrito Policial (DP), de Ermelino Matarazzo. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e encaminhado à Polícia Judiciária.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de São Paulo foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

“Era o apoio da família inteira”

A professora Mara Aparecida, tia de Mariana, descreveu a sobrinha como “uma menina alegre, que era o apoio da família inteira”. Ela deixou três filhos, de 19, 15 e 9 anos, que estão “em choque”, segundo a família.

O avô de Mariana teve câncer de intestino e, por isso, os familiares realizam colonoscopias a cada dois anos. Segundo a tia, essa foi a primeira vez que Mariana passou pelo exame.

“Eu sou tia e estou me sentindo assim, nem imagino minha irmã como deve estar se sentindo. Ela estava se culpando por ter levado a filha pra morte”, contou Mara.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado