No mesmo dia em que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cancelou visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ironizou, nessa terça-feira (20), a influência do chefe do Executivo estadual sobre a disputa ao Senado com pré-candidatos de seu campo político. Duas vagas por estado estarão em jogo. A informação é do portal Metrópoles.
“Então, quem tem o voto não pode dar sugestão de quem ele quer transferir o voto? Eu tenho que pedir bênção pro Tarcísio?”, questionou Eduardo, dos Estados Unidos, em resposta a uma análise política afirmando que ele estaria “atrapalhando” a estratégia da direita em São Paulo na eleição para o Senado.
Em vídeo, ele enfatizou, em mais de um momento, que qualquer vaga ao Senado terá de passar, antes, por ele, “combinando com os russos”, uma vez que Tarcísio é do Republicanos. Fez questão de lembrar ainda que o governador de São Paulo não o teria procurado durante uma viagem de negócios aos Estados Unidos, em maio do ano passado.
Eduardo também contestou a versão noticiada de que a “prioridade” de seus aliados seria a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ao Senado, cabendo a segunda vaga a um político do PL. O ex-deputado fez elogios a Derrite, floreou o desempenho do ex-secretário de Tarcísio, “mas” ele deverá dar a última palavra.
Em mais de um momento, o ex-deputado mandou indiretas a aliados de Tarcísio, sem citar nomes, de que não aceitaria imposições, coação ou chantagem, uma vez que ele seria o “dono dos votos”, fazendo relação até com vítimas acuadas de Stálin em seu raciocínio. “Obrigado por me cortar apenas uma mão”, ironizou, como se esse devesse ser seu gesto após aliados do governador decidirem as peças do xadrez.
O filho de Jair Bolsonaro reforçou que todos os nomes ventilados até o momento, inclusive de outros partidos, teriam qualificação, mas reforçou que são de sua confiança o deputado estadual Gil Diniz (PL) e a vereadora Sonaira Fernandes (PL), dois nomes que estariam “atrapalhando” os movimentos para que Tarcísio seja o presidenciável da direita numa chapa vencedora, e não o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Mas também sugeriu que nesse balaio entre o deputado federal Mario Frias (PL). “Por que não?”
Para ele, as críticas de suas articulações, sejam a favor de Diniz ou Frias, vêm daqueles que gostariam de “tirá-los do poder”.
“Querem nos retirar do poder. Como estou atrapalhando se as negociações estão em andamento?”, resumiu.