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Brasil

Estudo da UFRN recruta voluntários com depressão para testar novo tratamento

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Pacientes com depressão resistente ao tratamento podem ser voluntários de pesquisa que investiga a cetamina como um tratamento alternativo para a doença. Para participar, basta enviar um e-mail para [email protected] demonstrando interesse, e serão enviadas as instruções. O estudo é realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Para participar do estudo é preciso:

Ter entre 18 e 60 anos

Estar em quadro depressivo atual

Ter diagnóstico de depressão resistente ao tratamento

A coordenadora do estudo, Nicole Galvão, explica que a cetamina é um anestésico utilizado há muito tempo na clínica médica. “Há uns vinte anos, ele começou a ser atestado para depressão. Existe uma fórmula aprovada no final de 2019 para depressão de pacientes com resistência ao tratamento, ou seja, que não responde à medicação convencional; apesar de ser spray, precisa ser aplicado em ambiente hospitalar. Só que, com a liberação da Anvisa, essa medicação no Brasil custa muito caro, contando toda a parte médica, hospitalar e a própria substância”, destaca.

“Uma aplicação custa cerca de R$5 mil. Então, o objetivo do estudo é validar a mesma substância, só que com uma aplicação subcutânea na região do abdômen, como se fosse a aplicação de insulina para ser mais acessível,principalmente no contexto da população brasileira. Uma unidade dessa substância custa aproximadamente R$15”, explica Nicole.

Nesta fase, o projeto está trabalhando em colaboração com a Universidade da Califórnia de São Francisco, com uma equipe, com respaldo na questão de terapia assistida por psicodélico. Este grupo está treinando os psicólogos e os psiquiatras do Huol. “Além de oferecer a cetamina para o paciente, a gente também busca fazer todo um protocolo de psicoterapia. Nós acreditamos que será mais vantajoso para o paciente. Então, estamos muito felizes com essa parte e com essa parceria, que nos possibilita passar ao paciente uma terapia adicional para haver uma melhora clínica”, relata a coordenadora.

O estudo está sendo feito pelo Departamento de Fisiologia e Comportamento (DFS) do Centro de Biociências (CB), pelo Instituto do Cérebro (ICe) e pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol).

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