A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Digital Fantasma, que investiga um esquema de fraudes financeiras praticadas a partir do interior de uma agência bancária no Rio Grande do Sul. Entre os presos estão o gerente-geral da agência, um operador de sistema e a mulher do gerente, apontados como integrantes do núcleo central do esquema criminoso. Com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC).
A operação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva em Palmeira das Missões, no Noroeste do estado.
Além das prisões, equipes da Polícia Civil realizaram buscas em Caçapava do Sul e cumpriram ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros vinculados aos investigados.
Fraudes dentro do sistema bancário
De acordo com as investigações, o grupo utilizava acesso privilegiado aos sistemas internos do banco para cometer as fraudes.
Os suspeitos se valiam de dados pessoais de clientes para contratar empréstimos de alto valor sem autorização, direcionando os recursos para contas controladas pelo esquema.
As vítimas tinham um perfil específico: idosos com idades entre 81 e 96 anos e clientes já falecidos, o que dificultava a identificação imediata das movimentações irregulares. Segundo a polícia, ao menos R$ 2,4 milhões foram desviados por meio das operações fraudulentas.
A suspeita é de que os crimes tenham ocorrido de forma reiterada e organizada, ao longo de aproximadamente seis meses, durante o segundo semestre do ano passado.
Banco identificou irregularidades
A fraude veio à tona após a própria instituição financeira identificar movimentações atípicas durante auditorias internas. O banco comunicou o caso às autoridades, dando início ao inquérito policial.
Até o momento, foram identificadas sete vítimas diretas, além do prejuízo financeiro causado à própria instituição bancária. O nome do banco e a cidade exata da agência não foram divulgados pela polícia.
Investigação continua
O DERCC agora trabalha para apurar se outros familiares ou operadores financeiros participaram da ocultação ou da lavagem do dinheiro obtido ilegalmente. O material apreendido durante as buscas será analisado e pode ampliar o número de envolvidos e o valor total dos desvios.
Os investigados devem responder por estelionato majorado, fraude bancária, associação criminosa e, conforme o avanço da apuração, lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil não descarta novas prisões.