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Política

Moraes se 'sensibiliza' com apelos por Bolsonaro, e prisão domiciliar se aproxima

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes está “sensibilizado” com os apelos de aliados de Jair Bolsonaro (PL) pela concessão da prisão domiciliar. A infromação é da Revista Oeste.

Segundo apurou Oeste, a mudança de posicionamento do magistrado ocorre em meio à piora do quadro de saúde do ex-chefe do Executivo e a uma articulação que envolve dirigentes partidários, governadores de Estado e interlocutores no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão deve ocorrer em uma semana.

Aliados que conversaram com o ministro relataram à reportagem que a possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em casa nunca esteve tão próxima. Até então, Moraes resistia aos pedidos apresentados pela defesa. O cenário mudou nos últimos dias, depois da internação do ex-presidente por broncopneumonia bacteriana — quadro classificado como grave por sua equipe médica.

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Nesta semana, aliados intensificaram as conversas com o ministro, a fim de conseguir a prisão domiciliar para o ex-presidente. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, esteve com Moraes para reforçar o apelo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também busca um novo encontro com o magistrado, com o objetivo de apresentar pessoalmente a gravidade do quadro clínico. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, levou o tema a ministros do STF durante agenda recente em Brasília. Segundo relatos, as conversas tiveram tom institucional e incluíram a situação de saúde de Bolsonaro.

No Congresso, mais de cem deputados federais assinaram um pedido pela prisão domiciliar, ampliando a pressão política sobre o caso.

STF já sinaliza apoio à domiciliar

Dentro do STF, a avaliação também mudou. Ao menos metade dos ministros já vê a domiciliar como a melhor solução, segundo relatos colhidos pela reportagem.

O entendimento é que a manutenção de Bolsonaro na cadeia, diante do atual quadro clínico, pode gerar desgaste institucional para a Corte. Nos bastidores, ministros avaliam que uma piora no estado de saúde do ex-presidente poderia ter alto custo político.

Esse elemento passou a pesar na equação. A domiciliar, nesse contexto, surge como alternativa para reduzir a tensão em torno do caso.

 

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