A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta terça-feira (14), o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia Virgílio Antônio Ribeiro Filho, Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, e outros 45 investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e outros benefícios. Com informações do Metrópoles.
A informação foi confirmada pelo Metrópoles. Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas por crimes como corrupção e outros delitos ligados ao esquema. Antônio, o Careca do INSS, é apontado como um dos principais articuladores do esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões através de associações.
O indiciamento faz parte do primeiro relatório final apresentado pela PF no âmbito da Operação Sem Desconto, investigação que apura fraudes relacionadas a cobranças não autorizadas feitas em benefícios de segurados do INSS.
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.