Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_SALeLUZ-2026_1366x244px.png

Segurança

PCC, CV e Al-Qaeda: Operadora financeira e irmãos libaneses são presos

ALQUEDA.jpg

As forças de segurança do Rio de Janeiro prenderam, durante a Operação Hawala nesta quarta-feira (15), uma mulher apontada como operadora financeira e três irmãos libaneses, investigados pelo esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando vermelho), TCP (Terceiro Comando Puro), ligado a Al-Qaeda. Ao todo, 10 pessoas foram presas.

A noticia é do portal CNN. O grupo teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024. Bárbara Luzia Souza de Carvalho é descrita pelas investigações como uma das figuras centrais da organização.

As investigações apontam que, como administradora de diversas empresas, ela movimentou dezenas de milhões de reais em faturamentos considerados incompatíveis com a capacidade financeira declarada.
Já os irmãos Reda, Yasser e Kassem Zayoun, também presos, são apontados como responsáveis por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos, ao operarem estrategicamente na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina).

A investigação revelou que o grupo operava como uma "prestadora de serviços" financeira. Embora a apuração tenha começado com a atuação do TCP, no Rio de Janeiro, foi analisado que a mesma engrenagem era utilizada para lavar dinheiro do CV e do PCC.
O ponto mais sensível da investigação é a possível conexão financeira com a Al-Qaeda. Os agentes identificaram relações comerciais entre empresas ligadas aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por integrar a estrutura de financiamento do grupo terrorista.

De acordo com os investigadores, o elo será foco das próximas etapas da apuração, com a análise dos materiais apreendidos para entender a profundidade dessas transações.

Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público à Justiça do Rio de Janeiro. 
Segundo as autoridades, o grupo usava empresas de fachada, "laranjas" e depósitos fracionados para ocultar a origem do dinheiro vindo do tráfico e do comércio de produtos do crime.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado