A Petrobras encaminhou um documento ao Ibama com detalhes sobre como a estatal tem operado para conseguir convencer os órgãos ambientais a liberar a exploração de petróleo na chamada margem equatorial — área marítima entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, que inclui a Foz do Rio Amazonas.
Com 2.200 km de extensão, o trecho é considerado pela Petrobras como a última potencial fronteira da exploração petrolífera no país, motivo por que também é chamado de “novo pré-sal”.
A Petrobras tem como inspiração o fato de a Guiana já estar operando nessa faixa com bons resultados.
O ponto de exploração do país vizinho fica a poucos quilômetros de um dos pontos que a Petrobras pretende perfurar no mar brasileiro. Parte da exploração fica em uma região considerada também a Foz do Rio Amazonas.

De acordo com a CNN, o Ibama caminhava para liberar a perfuração, mas, com a virada do governo federal de Bolsonaro para Lula, o processo passou a ser revisto pelo órgão ambiental.
No mais recente movimento, analistas do órgão emitiram um parecer técnico sugerindo a rejeição do licenciamento ambiental sob a justificativa de que há forte impacto ambiental.
Na segunda-feira (15), a Petrobras, então, decidiu encaminhar ao Ibama um extenso documento no qual contesta essa avaliação e apresenta todos seus argumentos favoráveis à exploração.
No governo federal, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira — assim como o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates — é entusiasta da operação, enquanto a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem defendido cautela.