O Palácio do Planalto resolveu afrouxar as restrições impostas aos ministérios sobre o período de defeso eleitoral.
A noticia é do portal CNN. Após queixas de ministros, o governo realizou reuniões para falar sobre o assunto e liberou algumas ações dos ministérios.
Integrantes da Esplanada ouvidos sob reserva afirmam que as orientações iniciais tiveram excesso de zelo e estavam atrapalhando o desempenho das gestões.
Os relatos são de proibição de que as equipes ministeriais tocassem no assunto "política" durante o horário de trabalho.
Como as restrições impediam muitas coisas, inclusive de "falar bem" do governo, muitos ministros tiveram as agendas praticamente paralisadas.
A nova determinação da Casa Civil é para que os ministros reativem agendas e voltem a viajar pelo país e a dar entrevistas.
O período de defeso eleitoral começou em 4 de julho — três meses antes da eleição. Ele impôs mudanças rígidas na comunicação institucional do governo, que fica impedida de fazer ações que podem ser entendidas como propaganda com uso da máquina.
A AGU (Advocacia-Geral da União) elaborou um manual com normas diante da preocupação do governo com punições eleitorais.
As normas da justiça eleitoral proíbem a autorização de publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos ou das respectivas entidades da Administração indireta.
Pronunciamentos em rede de rádio e TV também são vedados fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, a matéria for urgente, relevante e relativa às funções de governo.