.jpeg)
A noite desta quarta-feira (22) promete. Por isso, caso encontre veículos da Polícia Militar ou da Força Nacional pelas ruas de Natal, saiba que está tudo dentro de uma estratégia. Afinal, as duas corporações iniciam hoje uma operação conjunta com o objetivo de "saturar áreas estratégicas da Capital Potiguar".
A ação ainda está envolvida em mistério, mas é provável que haja um reforço no policiamento e na instalação de barreiras em áreas que têm sido apontadas como mais "problemáticas" e onde estariam, ainda, lideranças e "soldados" de facções criminosas que desde a semana passada estão promovendo ataques no Rio Grande do Norte.
Segundo o apurado pela redação da 96, nesta quarta, às 18h30, acontece uma reunião para apresentar aos policiais militares e da Força Nacional a ação policial que pretende "sufocar" o crime.
Vale lembrar que, atualmente, além do reforço policial com a Força Nacional, o RN conta também com a presença de helicópteros que tem sido utilizados como "reforço aéreo" em operações policiais em regiões de mais difícil locomoção e visualização, como Mãe Luiza e Paço da Patria.
NÚMERO DE PRESOS
Até o momento, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, já foram presos 168 suspeitos pessoas, sendo 6 adolescentes, 17 foragidos da Justiça recapturados, 1 tornozelado preso com arma de fogo, 1 tornozelado com galão de gasolina e 1 tornozelado com grande quantidade de drogas. Além disso, foram 42 armas de fogo apreendidas; 5 simulacros de arma de fogo apreendidos e 139 artefatos explosivos apreendidos, além de 31 galões de combustíveis apreendidos.
OPERAÇÃO SENTINELA
%20WhatsApp%20-%20web_whatsapp_com.jpg)
O Ministério Pública do Rio Grande do Norte, em conjunto com as polícias Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF), Militar (PM), Penal e a Força Nacional promoveu na manhã de hoje (22) uma operação de combate específico à organização criminosa que, desde a semana passada, vem promovendo atos criminosos em todo o Estado.
A operação Sentinela, como foi batizada, cumpriu 13 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Canguaretama, Bom Jesus, Santo Antônio, Caiçara do Norte, Acari e Macau. Dois homens foram presos em flagrante na ação. Cinco mandados de prisão não foram cumpridos porque os alvos não foram localizados, totalizando 18 prisões já decretadas na operação Sentinela. Essas pessoas já são consideradas foragidas de Justiça.
Todos os mandados foram direcionados a pessoas suspeitas de integrarem o Sindicato do Crime do RN (SDC), organização criminosa vinculada aos ataques à sociedade potiguar na última semana. Entre as 13 pessoas presas, uma é mulher. Dentro da facção, elas são conhecidas como “cunhadas” – mulheres de faccionados que acabam integrando a organização criminosa.
Além das prisões foram apreendidas armas, drogas, aparelhos de telefonia celular, documentos e dinheiro vivo. A maioria dos presos na operação Sentinela já tem condenação por envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, roubos e homicídios, sendo que alguns deles cumpriam pena em regime semiaberto, com uso de tornozeleiras eletrônicas.
Já foi apurado que alguns dos presos na ação desta quarta violaram o sistema de monitoramento eletrônico, coincidentemente antes e durante ataques registrados nos últimos dias. Para os investigadores, não existem dúvidas sobre o poder de mobilização das centenas de membros da organização criminosa. A sensação de terror sentido e presenciado pelos potiguares nos últimos dias, decorrente dos ataques criminosos perpetrados contra instituições públicas e privadas e contra agentes de segurança pública, retrata bem tal panorama.
As pessoas presas na operação Sentinela são investigadas por constituírem e integrarem organização criminosa, o que tem pena prevista de reclusão de 3 a 8 anos. As penas delas, caso condenadas, podem ser aumentadas até a metade por usarem arma de fogo; agravada para as pessoas que forem identificadas como líderes sobre os demais faccionados; e ainda ampliada pela conexão com outras organizações criminosas.
A operação Sentinela tem por objetivo retirar das ruas lideranças criminosas, o que pode levar, pelo menos neste momento, à descontinuidade dos ataques e à posterior responsabilização dos autores dos crimes. O material apreendido será avaliado pelo MPRN. Os presos na operação já foram encaminhados ao sistema prisional potiguar. O MPRN ainda apura o envolvimento de outras pessoas com os crimes cometidos nos últimos dias.
A operação Sentinela contou com a participação de três promotores de Justiça, 16 servidores do MPRN, 60 policiais federais, 31 policiais rodoviários federais, 96 policiais militares e 24 policiais penais. Dois helicópteros das forças de segurança do RN prestaram apoio à ação.