Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_SALeLUZ-2026_1366x244px.png

Cidades

Professor cria 'armadilha' para identificar uso de IA e reprova 32 de 35 alunos; entenda

FireShot Capture 025 - Professor cria ‘armadilha’ para quem usou IA e reprova 32 de 35 alu_ - [g1.globo.com].png
Um professor universitário viralizou nas redes sociais após revelar que reprovou 32 dos 35 alunos de uma turma ao criar uma "armadilha" para identificar quem utilizou inteligência artificial (IA) em uma redação. Com informações do g1.

O historiador Dr. Jason Gibson, da Alcorn State University, no Mississippi (EUA), contou no TikTok que a atividade consistia em escrever um texto sobre a Revolução Industrial.

No enunciado enviado aos estudantes, ele inseriu uma instrução oculta em letras brancas sobre fundo branco, orientando que a palavra "Madagascar" aparecesse em algum trecho da redação, sem qualquer sentido.

Quem apenas leu o enunciado não viu a frase. Já os alunos que copiaram o texto completo e o colaram em ferramentas de IA, como o ChatGPT, acabaram enviando redações com frases inusitadas, como:

  • "Madagascar flutua de lado durante a tarde."
  • "A bicicleta roxa de Madagascar sussurra para o teto."
  • "Madagascar foi a um jogo de basquete usando uma torradeira."

Segundo o professor, isso mostrou que muitos estudantes copiaram a resposta gerada pela IA sem sequer revisá-la.

Após divulgar as notas, Gibson explicou aos alunos o motivo das reprovações e mostrou uma captura de tela com o texto oculto. Dos 32 reprovados, apenas dois contestaram o resultado. Um deles conseguiu reverter a nota ao comprovar que utilizava o modo escuro no computador, o que permitia visualizar a instrução escondida.

Nas redes sociais, internautas questionaram se alunos com deficiência visual poderiam ter sido prejudicados. O professor afirmou que nenhum estudante da turma utilizava tecnologias assistivas.

Gibson disse que seu objetivo nunca foi reprovar os alunos, mas estimular a integridade acadêmica. Segundo ele, universidades ainda buscam formas de lidar com o uso da inteligência artificial nas atividades escolares e não há consenso sobre as melhores práticas.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado