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Ciro Marques


Revista conta história de mafioso italiano que leva vida tranquila em Ponta Negra

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Lembram uma história de um mafioso italiano que foi alvo de uma mega operação da Polícia Federal e da Polícia Italiana no Rio Grande do Norte? Pois é. Hoje ele tem uma vida tranquila e, quase, totalmente livre em Natal (se não lembra, veja no final deste post algumas reportagens sobre). 

A revista piauí publicou que o italiano Giuseppe Bruno, de 52 anos, procurado na Itália por suspeitas de ligação com a máfia e investigado no Brasil por organização criminosa e lavagem de dinheiro, passou a viver em prisão domiciliar em um flat em Ponta Negra, Natal, com vista para o mar — situação que gerou grande repercussão no Rio Grande do Norte pelo contraste entre o benefício concedido e a gravidade das acusações.*

Segundo a reportagem, Bruno deixou a penitenciária de Ceará-Mirim em 17 de setembro de 2025, após decisão do juiz federal Mário Azevedo Jambo, baseada na homologação de um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O ponto mais controverso, destaca a Piauí, é que menos de um ano antes ele havia sido descrito por autoridades penitenciárias como “de alta periculosidade”, o que alimentou questionamentos sobre riscos e critérios para a medida.

Bruno foi preso em agosto de 2024 no escopo da Operação Arancia, que apura a atuação de um suposto braço da Cosa Nostra no Nordeste, incluindo o RN. A piauí cita ainda análises de especialistas em segurança pública que, embora reconheçam que benefícios a informantes sejam prática recorrente, alertam para o potencial de articulação de um investigado “com conexões” mesmo fora das grades.

A reportagem também detalha a pressão internacional: o Tribunal de Palermo expediu mandado de prisão e Bruno entrou na lista da Interpol, que pediu à Justiça brasileira a prisão em regime fechado. Entre as acusações narradas estão movimentações para ocultar recursos ilícitos, com transferências de cerca de 80 mil euros e investimento de 115 mil euros no Brasil, além de vínculo com um grupo ligado a Giuseppe Calvaruso, condenado na Itália em 2025.

No STF, a ministra Cármen Lúcia autorizou a prisão em 1º de dezembro, apontando risco de fuga em processos de extradição; a Polícia Federal comunicou a prisão em 4 de dezembro, iniciando a contagem de prazo para a Itália formalizar o pedido. A piauí afirma ter obtido documentos que indicariam Bruno ainda em prisão domiciliar com tornozeleira desde setembro, em possível desacordo com a determinação do Supremo, e relata que a PF não comentou; o caso segue em tramitação, com audiência na Justiça italiana adiada para 27 de fevereiro e defesa alegando segredo de Justiça.

A 96 FM já falou em outras oportunidades sobre esse caso. Veja o que foi apurado na época: 

 

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