Foto: Rodrigo Nunes
Apenas 1,38% das pessoas nascidas no Rio Grande do Norte conseguem atingir a fatia dos 10% mais ricos da população brasileira na vida adulta. Em contrapartida, a grande maioria dos potiguares — expressivos 78,92% — permanece retida na metade mais pobre do país. Os dados do Atlas da Mobilidade Social colocam o estado na 8ª posição nacional entre as unidades da federação onde é mais difícil subir de classe social.
No topo do ranking de mobilidade, o Distrito Federal lidera com 3,06% de chance de ascensão ao topo da renda, seguido por Mato Grosso do Sul (2,92%) e Rio Grande do Sul (2,86%). Na ponta oposta, Alagoas registra o menor índice do país, com apenas 0,98%.
O estudo, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab, aponta que o gargalo educacional no estado é um dos principais obstáculos para a mudança desse cenário:
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Ensino Médio: estimativa de conclusão de apenas 50,77% da população.
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Ensino Superior: apenas 2,20% chegam a se formar em uma graduação.
Metodologia do levantamento
Para mensurar a mobilidade intergeracional, os pesquisadores analisaram uma amostra de 7 milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990, cruzando dados históricos de renda de pais e filhos. O mapeamento combinou informações do Imposto de Renda, RAIS, Cadastro Único/Bolsa Família e bases do IBGE entre 1985 e 2019.
Com informações da Tribuna do Norte