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Política

STF caminha para condenar pipoqueiro e vendedor de picolé por 8 de janeiro

Foto: Wikimedia Commons

O Supremo Tribunal Federal já formou maioria para condenar mais seis pessoas que participaram dos atos de 8 de janeiro. Entre elas estão um pipoqueiro e um vendedor de picolé, que disseram ter ido a Brasília para tentar ganhar a vida, mas acabaram enquadrados nos processos. A informação é da Revista Oeste.

Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator, Alexandre de Moraes, que defendeu a condenação. Apenas André Mendonça votou pela absolvição. O julgamento acontece no plenário virtual da Corte e os demais ministros têm até o fim do dia para votar.

As penas previstas incluem um ano de reclusão — que será convertida em restrições de direitos — além de multa e outras medidas: os réus ficarão sem passaporte, redes sociais e porte de armas, e não poderão sair da cidade onde moram até o fim da pena. Também terão que fazer 225 horas de trabalho comunitário e participar do “curso da democracia” criado pela PGR.

Entre os réus está Otoniel da Cruz, de 45 anos, que vende picolé nas praias de Porto Seguro (BA). Ele alegou que foi a Brasília acreditando que poderia vender seus produtos nos acampamentos. Outro caso é o de Carlos Eifler, pipoqueiro de 54 anos, que disse ter ido para participar de uma manifestação pacífica no dia 9 de janeiro, e não no dia anterior, quando ocorreram as invasões.

Também está na lista Simone Pereira, dona de casa de 48 anos, que passou por uma cirurgia recente e teve a tornozeleira retirada com autorização do STF. No entanto, segundo sua defesa, o tempo de repouso concedido foi menor do que o recomendado pelos médicos.

Além deles, também estão sendo julgados Washington Souza, Willian Oliveira e Paulo da Silva.

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