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Uma pessoa morre e dezenas adoecem em surto fúngico raro

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Autoridades de saúde do Tennessee, nos Estados Unidos, investigam um surto fúngico raro. A infecção pelo histoplasma teria sido a causa da morte de uma mulher de 39 anos e do adoecimento de ao menos 35 pessoas na região de Nashville. A fonte de exposição ao fungo ainda não foi identificada.

A histoplasmose é uma doença rara. A infecção respiratória pode ser assintomática ou causar sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, tosse, dor no peito, fadiga e suores noturnos, que costumam aparecer entre três dias a duas semanas após a exposição ao fungo. Os casos mais graves podem evoluir para pneumonia e meningite, mas são raros.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o histoplasma é um fungo comum no solo dos vales dos rios Ohio e Mississippi, incluindo a região central do Tennessee, e pode se espalhar através de fezes de pássaros ou morcegos presentes no solo.

A infecção acontece pela inalação de partículas infectantes do fungo decorrente do manuseio do solo, frutas secas e cereais e nas árvores. Pessoas expostas a uma grande quantidade de esporos são as que correm maior risco, bem como as com sistema imunológico enfraquecido.

“(O histoplasma) é comumente encontrado em todo o solo do Tennessee, portanto pode ser difícil prevenir completamente a exposição”, afirmou o Departamento de Saúde do Tennessee em comunicado divulgado nesta semana.

Estima-se que até 90% das pessoas nessa região são expostas ao histoplasma ao longo da vida, de acordo com o Centro Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes e Zoonóticas dos EUA.

No entanto, a doença não é contagiosa e nem transmitida entre humanos e animais, o que chamou a atenção das autoridades após o grande volume de casos. O aumento de casos agudos e graves foi notado pelas autoridades em setembro de 2025, entre moradores de Spring Hill e Thompson’s Station. Investigações são feitas para encontrar a fonte do adoecimento da população.

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