O que era esperado por alguns, aconteceu: o líder do Governo Lula no Senado, o senador Jaques Wagner, foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura as fraudes do Banco Master. O ex-sócio do Banco Master Augusto Lima também é alvo de busca e apreensão.
Segundo o portal UOL, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também são cumpridas medidas cautelares diversas de prisão, como proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica.
Augusto Lima já estava usando tornozeleira eletrônica - ele foi alvo da primeira fase da operação Compliance. A BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, recebeu, entre 2022 e 2025, R$ 12 milhões do Master de acordo com a quebra de sigilo fiscal do banco enviada à CPI de Crime Organizado.
O próprio senador também aparece como destinatário de R$ 289 mil na quebra de sigilo, mas afirmou à época da divulgação das informações.
POR QUE OPERAÇÃO ERA ESPERADA
A ligação do PT da Bahia com o Banco Master não é uma novidade. Ela foi detalhada em entrevista do senador Rogério Marinho (PL-RN) há alguns meses. Depois, foi repetida em embate entre Marinho e o próprio Jaques Wagner na CPMI do INSS. Assista aos vídeos abaixo:
Depois, vazamentos apontaram que a relação com o PT da Bahia, com Jaques Wagner e com o ex-ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, teria sido delatada por Daniel Vorcaro na proposta inicial de delação. Essa delação foi descartada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-geral da República (PGR), porque não seria um "fato novo" para levar adiante.