Em seu discurso de lançamento como candidato à Presidência pelo PSD, neste domingo (26) em São Paulo, Ronaldo Caiado atacou diretamente a viabilidade eleitoral de Lula e Flávio Bolsonaro, os dois nomes com maior rejeição nas pesquisas. "Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado", declarou.
O ex-governador de Goiás lembrou os 88% de aprovação com que deixou o governo do estado e cobrou "coragem de comprar a briga pelo cidadão brasileiro". Na sequência, atribuiu a Lula uma estratégia de provocação internacional para desviar o foco de problemas internos: "Lula percebeu: 'se eu provocar o Trump bastante, eu vou ter a chance de vencer a eleição'... já entregou o Brasil para os bandidos, pros corruptos, PCC, pro Comando Vermelho, para as facções, mas aí se veste na credencial de falar 'eu estou enfrentando o Trump'."
Caiado ainda classificou o governo Lula de "verdadeiro falso positivo": "Não tem nada de melhoria para a população, nada na segurança, educação, não tem nada nos projetos futuros." E fechou o ataque aos adversários com uma comparação direta: chamou-os de candidatos "Kinder Ovo, com uma surpresinha todo dia" — numa referência a escândalos que, segundo ele, ainda podem explodir na campanha rival.