O ex-vereador de Pedro Velho, Cassiano José, que também já atuou como policial militar no Rio Grande do Norte, policial civil na Paraíba e atualmente trabalhava como advogado e assessor político, foi morto a tiros em um restaurante localizado na comunidade de Primeiro Rio, zona rural de Arez.
De acordo com informações divulgadas no programa Povo no Rádio, a vítima costumava frequentar o local, especialmente nos fins de semana, para almoçar. No dia do crime, o atirador teria chegado antes ao restaurante, pedido uma galinha e aguardado a chegada de Cassiano.
Ainda segundo o relato, quando o pedido do suspeito ficou pronto, ele teria solicitado que a comida fosse embalada “para viagem”. Em seguida, levantou-se da cadeira e efetuou vários disparos contra o ex-vereador. Foram cerca de cinco tiros de revólver calibre 38, dos quais três atingiram a vítima, que morreu ainda no local, sem chance de socorro.
Após o crime, o atirador fugiu em uma motocicleta. Uma das informações consideradas importantes pela investigação é que o suspeito teria chegado à comunidade perguntando onde ficava o restaurante. Para a polícia, isso pode indicar que ele não conhecia bem o local, mas sabia que Cassiano frequentava o estabelecimento.
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte realizou uma perícia detalhada na cena do crime. Os peritos utilizaram equipamentos com laser para tentar identificar impressões digitais deixadas pelo suspeito na cadeira e na mesa onde ele teria se sentado antes de cometer o homicídio. A perícia começou após o crime, registrado por volta de 13h30, e só foi concluída perto das 18h.
A investigação ficará sob responsabilidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP de Parnamirim, que atende a região de Arez. Os policiais devem buscar imagens de câmeras instaladas nas proximidades do restaurante, além de ouvir familiares, amigos e pessoas próximas à vítima para tentar identificar a motivação do crime.
Pelo modo como o homicídio ocorreu, a principal linha inicial é de que Cassiano José pode ter sido alvo de uma execução planejada. A polícia, no entanto, ainda apura quem matou, quem pode ter ordenado o crime e quais circunstâncias levaram o ex-vereador a ser marcado para morrer.