A derrubada do veto de Lula ao projeto da dosimetria não foi apenas mais uma derrota do governo no Congresso. Foi o desfecho de um grande acordo — costurado nos bastidores, com digitais claras do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O enredo começou antes da sessão.
Parlamentares alinhados a Jair Bolsonaro recuaram da pressão pela instalação da CPI do Banco Master. Não foi por acaso. A comissão tinha assinaturas suficientes para nascer ali, naquela mesma sessão. Mas não nasceu.
Houve troca.
De um lado, o Centrão e a oposição queriam garantir a derrubada dos vetos ao projeto que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro — matéria sensível, com impacto direto no entorno político do ex-presidente. De outro, Alcolumbre não queria a CPI do Master batendo à sua porta no mesmo dia.
A solução: pauta única.
Sem CPI, sem ruído, sem risco.
Com isso, a sessão do Congresso só saiu quando havia a certeza de que nada fugiria do script.
Nos bastidores, o acordo foi tratado diretamente com o senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina. Nem todos os bolsonaristas gostaram. Parte da bancada reclamou do recuo e da falta de participação na negociação. Mas, no fim, prevaleceu a lógica do resultado.
E o resultado veio.
A derrubada do veto consolidou um movimento que já vinha se desenhando desde a véspera, quando o governo sofreu a rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao STF — também sob a condução de Alcolumbre.
Em menos de 48 horas, o Planalto levou dois golpes duros.
E o Congresso mostrou, mais uma vez, onde está o centro real de poder.
— No plenário, o veto caiu. Nos bastidores, a CPI morreu.
Transparência – A senadora Zenaide Maia afirmou que votou favoravelmente à indicação de Jorge Messias ao STF com base em critérios técnicos previstos na Constituição. Segundo ela, cabe ao Senado verificar se o indicado reúne notável saber jurídico e reputação ilibada.
— Meu voto segue o que manda a Constituição. Avalio se a pessoa tem conhecimento jurídico e uma vida correta. Foi com base nisso que votei a favor — disse, na manhã desta quinta-feira.
A manifestação ocorre após a rejeição da indicação pelo Senado, em votação secreta, que abriu espaço para especulações sobre o posicionamento dos parlamentares.
Saldo de empregos – O Rio Grande do Norte alcançou, em março, o terceiro melhor saldo de empregos formais dos últimos seis anos, consolidando um cenário de avanço na geração de oportunidades e fortalecimento da economia.
Os dados, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), evidenciam o impacto positivo das políticas públicas voltadas à atração de investimentos, incentivo ao setor produtivo e qualificação profissional.
Vacina – As salas de vacinação de Natal suspenderam, nesta sexta-feira, a aplicação de doses contra a Covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a alta procura esgotou o estoque disponível.
A Prefeitura já solicitou reposição urgente e aguarda o envio de novas remessas por parte do Governo do Estado.
Chuvaral – Prepare o guarda-chuva. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte nesta quinta-feira e sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador.
Os avisos incluem nível amarelo (perigo potencial) para todas as cidades e nível laranja (perigo) para 55 municípios na sexta-feira, entre eles Natal.
Contraponto – O pré-candidato ao governo pelo União Brasil, Allyson Bezerra, será o entrevistado da estreia do Contraponto, na rádio 96 FM. O programa vai ao ar na segunda-feira, 4 de maio, a partir das 7h30. Conto com sua audiência.