A notícia vem do além-mar: Flávio Rocha está em Lisboa, Portugal, acompanhando a esposa, Anna Cláudia, e os filhos em compromissos profissionais.
O empresário aproveita a temporada em família para avaliar o plano de concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Norte.
Filiado ao Novo, tem dois caminhos à mesa: compor com o PL de Rogério Marinho ou seguir em candidatura solo.
O que realmente deseja é disputar a vaga no campo da direita — ao lado do bolsonarismo. Qualquer outro cenário não o anima.
De terras lusitanas, confidenciou a um interlocutor que, muito provavelmente, não será candidato.
Pesa a idade — 67 anos —, o conselho da família e o desgaste inerente à atividade política.
Pode ser manha dele. Mas fato é que a opinião dos familiares sempre teve peso nas decisões sobre sua trajetória pública.
O pai, Nevaldo Rocha, aconselhava o filho a manter distância da política. Desde 1994, após dois mandatos como deputado federal e uma quase candidatura presidencial, Flávio ensaia voltar ao jogo — e recua.
Enquanto não decide, uma legião de prefeitos, vereadores e deputados — de ontem e de hoje — aguarda seu retorno, como quem alimenta o sebastianismo: o mito do rei que há de voltar, Dom Sebastião, marca profunda da alma portuguesa.
A pergunta segue ecoando: ele vem ou não vem?
Sem resposta, nasce mais um mito: o flavianismo.
Cena rápida. Cai o pano.
Ira insana — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a aliados que não pretende enviar, tão cedo, um novo nome ao Supremo Tribunal Federal. A decisão ocorre após a rejeição de Jorge Messias, um revés inédito para o Planalto em mais de um século.
Messias obteve 34 votos favoráveis — sete a menos que o mínimo necessário. O placar de 42 votos contrários expôs a fragilidade da articulação política do governo no Senado.
O ambiente é de tensão máxima entre o Executivo e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Dureza - O ministro aposentado do STF, Celso de Mello, reagiu com dureza à decisão do Senado. O magistrado afirmou que os senadores cometeram um “grave equívoco institucional” ao barrar Jorge Messias.
Em nota, Mello classificou a votação como injustificável e desconectada do currículo do candidato. Para o decano, o advogado possui todas as condições exigidas pela Constituição para o cargo.
— Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal — disparou Celso de Mello, que atuou na Corte entre 1989 e 2020.
Time dos sonhos - Odon Júnior deu a senha para o PT insistir numa aliança com o PSDB de Ezequiel Ferreira:
— Pela importância que Ezequiel, como presidente da Assembleia, tem na política do Estado, uma composição com o PSDB — inclusive com indicação de vice — eu vejo com bons olhos — disse o ex-prefeito de Currais Novos.
Fátima Bezerra sonha com esse arranjo todo santo dia.
Capenga - De um observador atento à decisão do União Brasil sobre Carlos Eduardo Alves na chapa majoritária:
— Se Carlos Eduardo ficar de fora, a chapa de Allyson Bezerra ficará manca em Natal. Não irá muito longe na corrida eleitoral — disse o leitor da coluna.
Bateria - Hugo Fonseca, secretário de Desenvolvimento Econômico, comemorou a resolução do Conema que regulamenta o armazenamento de energia em baterias. Segundo ele, o licenciamento deve fortalecer as energias renováveis e impulsionar a transição energética no estado.