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Diógenes Dantas


Álvaro Dias vai à Justiça para não ser chamado de ‘caloteiro’

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O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, tenta levar para a Justiça Eleitoral uma discussão que, para boa parte do eleitorado, parece bem mais simples do que os argumentos apresentados nos processos.

De um lado, artistas conhecidos do público potiguar afirmam que fizeram shows e não receberam. Do outro, Álvaro sustenta que os contratos foram firmados durante sua gestão, mas que a responsabilidade pelo pagamento foi transferida para a administração seguinte.

A explicação pode até encontrar respaldo nos meandros da burocracia municipal. O problema é que o eleitor comum não costuma percorrer esses caminhos. O que permanece é a cobrança pública de nomes populares como Beto Barbosa e Taty Girl associada à imagem de quem autorizou as contratações.

A situação se torna ainda mais delicada porque os contratos foram celebrados no apagar das luzes do mandato. E, em política, a memória do cidadão costuma ser muito mais influenciada por vídeos nas redes sociais do que por pareceres jurídicos ou discussões sobre empenhos, liquidações e restos a pagar.

Por isso, mesmo que consiga convencer a Justiça de que houve exploração eleitoral do episódio, Álvaro Dias continuará diante de um desafio maior: convencer o eleitor de que a conta não é dele.

O problema de Álvaro não é apenas jurídico. O que mais o incomoda nessa história é a pecha de 'caloteiro'.

 
 

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