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Cidades

Idema responsabiliza mar e "invasores" por erosão no Morro do Careca

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O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), apontou como provável causa do processo de erosão do Morro do Careca, o avanço do mar, mas também, ação humana visto a grande quantidade de pessoas a desobedecer a regra de subir na duna.

A situação tem preocupado autoridades ligadas ao meio-ambiente, principalmente por causa de uma falésia que tem se formado no pé do ponto turístico. 

"É preocupante, porque estamos tendo um processo de avanço da degradação do Morro do Careca. Nós temos uma realidade do avanço do mar, um impacto maior das ondas, que contribui para esse processo, e a ação humana, de pessoas, que insistem e sobem, mesmo com sanções penais, cercas, e placa aqui orientando", afirmou Iracy Wanderley, subcoordenadora de Planejamento e Educação Ambiental do Idema, em entrevista ao G1 RN.

De acordo com Iracy, além do risco de desaparecimento do Morro do Careca, há possibilidade de se perder a variedade de espécies encontradas na vegetação que cobre a duna.

Na última segunda-feira (6), uma comissão formada por representantes da prefeitura de Natal e da Marinha fez uma vistoria no morro para tentar identificar as causas da erosão.

A vistoria contou com uma equipe formada por técnicos em geografia, biologia e ecologia e também pela fiscalização ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Todos percorreram trecho de aproximadamente 5km, desde a base do morro, passando pela praia de Alagamar, seguindo em direção à área militar de acesso restrito, na parte de trás do Morro do Careca.

"O Morro do Careca é uma paisagem importante a ser preservada na área de Restinga e Mata Atlântica, fundamental para a manutenção da biodiversidade local", afirmou a bióloga e doutora em Ecologia pela UFRN, Carolina Lisboa, que participou da vistoria.

Cartão postal da capital potiguar, o Morro do Careca é uma duna de 120 metros que faz parte da Zona de Proteção Ambiental 6 (ZPA-6). Trata-se de um bem da União e área militar, e, por isso, tem seu acesso restrito e controlado pelo comando do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).

Os dados coletados devem ser consolidados em um relatório técnico, que busca identificar se existe algum dano ambiental, obstrução, ocupação, ação humana e as possíveis medidas necessárias para o controle da situação.

Foto: Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi.

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