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Cidades

Escola que homenageou Lula é rebaixada no RJ

Lula e Eduardo Paes no carnaval 2026 | Foto: João Salles | Riotur

A Acadêmicos de Niterói, que exaltou a trajetória do presidente Lula, foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Prestes a ser encerrada a apuração, a escola deve terminar na última posição entre as 12 agremiações participantes, com 146,9 pontos, e retornará à Série Ouro – o grupo de acesso – no próximo ano. A informação é do O Antagonista.

O samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” narrou a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.

O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações de Lula. Alegorias trouxeram referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como um palhaço com trajes de presidiário. A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.

Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de ministros e do prefeito Eduardo Paes (PSD). A primeira-dama Janja, inicialmente prevista para o último carro alegórico da escola, não desfilou; seu lugar foi ocupado pela cantora Fafá de Belém.

Escolha do enredo mobilizou a oposição

Michelle Bolsonaro (PL) classificou o desfile como exposição da fé cristã ao escárnio e pediu posicionamento da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente da bancada, deputado federal Gilberto Nascimento (PSD), chamou a fantasia de inadmissível e disse que o desfile viu conservadores como inimigos.

O deputado Nikolas Ferreira (PL) ligou o episódio às eleições e pediu que evangélicos recordem o fato ao votar. O senador Flávio Bolsonaro (PL) chamou a ala de ataque à fé de milhões de brasileiros. Romeu Zema (Novo) apontou preconceito religioso. Damares Alves (Republicanos) afirmou que usar verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inadmissível.

Escola denuncia perseguição política

Na segunda-feira, 16, véspera da apuração, a Acadêmicos de Niterói divulgou nota pública em que relatou pressões ao longo de todo o processo carnavalesco. A diretoria afirmou ter enfrentado “ataques políticos” e tentativas de interferência em sua autonomia artística, com pedidos de mudança no enredo e questionamentos sobre a letra do samba. Segundo o texto, as pressões partiram também de “gestores do próprio Carnaval Carioca”, sem que nomes fossem citados.

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