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Política

Exército credenciou Master para operar consignados e repassou R$ 39 milhões

Exército | Créditos: depositphotos.com / joasouza

O Exército credenciou o Banco Master para operar empréstimos consignados a militares e repassou cerca de R$ 39 milhões à instituição em pouco mais de um ano, diz a Folha. Os valores correspondem a descontos feitos diretamente nos contracheques de integrantes da ativa e da reserva. A informação é do O Antagonista.

As informações constam em relatório de inteligência financeira elaborado pelo Coaf e enviado à CPI do Crime Organizado no Senado. O documento aponta possíveis irregularidades na movimentação dos recursos.

Segundo o relatório, há indícios de que os valores recebidos pelo banco de Daniel Vorcaro eram debitados imediatamente, o que pode sugerir desvio na destinação do dinheiro. 

Outro ponto levantado pela reportagem é a concentração dos repasses em uma mesma titularidade, o que dificultaria a identificação de beneficiários finais.

O Banco Master foi credenciado em fevereiro de 2023, após processo público de habilitação. O contrato inicial previa vigência de um ano, mas foi prorrogado por termos aditivos que estenderiam as operações até 2027.

A relação foi encerrada em novembro de 2025, poucos dias após a liquidação da instituição pelo Banco Central. O Exército rescindiu o contrato de forma unilateral.

Em nota, a Força alegou que não houve prejuízo aos cofres públicos. Segundo o comunicado, os valores repassados “são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas” e o Exército atua apenas como intermediário nos descontos e transferências.

Aeronáutica

O relatório também cita contrato semelhante com a Força Aérea Brasileira, que autorizou o Banco Master a operar consignados entre 2024 e 2029. 

A Aeronáutica afirmou que realizou transferências em 2024 e 2025, mas suspendeu novos repasses após a liquidação da instituição.

Disse ainda que não há custos para a administração nesse tipo de operação, já que os valores envolvem compromissos assumidos diretamente pelos militares junto às instituições financeiras.

“Após a decretação da liquidação extrajudicial e diante da ausência de ratificação dos dados de domicílio bancário da entidade liquidante, não foram realizadas novas transferências”, diz a FAB.

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