Logo 96FM

som+conteúdo

1820x400px.gif

Brasil

Governo investiga possível vazamento de material radioativo em instituto na USP

RADIOATIVO.PNG

A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) investiga uma possível contaminação e vazamento de material radioativo que teria ocorrido no dia 29 de maio no IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizado na Cidade Universitária da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista.

A noticia é do portal R7. A ANSN, que afirma ter tomado conhecimento dos fatos por meio de uma denúncia anônima, informou que foram solicitadas informações ao Ipen para verificação dos fatos relatados e que a investigação está ocorrendo, mas ainda não há outras informações a serem divulgadas.

A USP, responsável pelo campi da Cidade Universitária, o Ipen e a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) não responderam às tentativas de contato.

Em nota, a ANSN esclarece ainda que a radiofarmácia do Ipen tem autorização de operação vigente e informa que expediu notificação para o instituto, com prazo até a próxima quinta-feira (18), com dois conjuntos de solicitações:

“A notificação garante à instalação o exercício do contraditório e da ampla defesa, sendo que eventuais medidas adicionais dependerão da análise técnica das informações e documentos apresentados pelo Ipen”, diz o comunicado da ANSN.

O Sindsef-SP (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo) e a Assipen (Associação dos Servidores do Ipen) informaram terem encaminhado pedidos de informações sobre o caso e sobre quais foram as providências tomadas às direções do Ipen e da CNEN após o início dos relatos da contaminação.

Em nota divulgada em seu site oficial, o Sindsef-SP relatou que, segundo informações preliminares, a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos, inclusive terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da situação.

De acordo com o sindicato, parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações se a infraestrutura disponível é adequada e sobre o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades com materiais radioativos.

No texto, o Sindsef-SP atribui o incidente a cortes no orçamento, redução no quadro de pessoal e deficiências na gestão, e alerta que os servidores que trabalham direta e permanentemente com materiais ou substâncias radioativas estão com exames médicos específicos atrasados em mais de um ano.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado